Blog do Velho Lobo

Relatos de um velho lobo a respeito de tudo e a respeito do nada.

Vampiros e Colibris

18 de outubro de 2009

 

Vampiros de almas. Alguém que se apropria de parte da energia vital de outros, por vezes involuntariamente.  A constante busca pela satisfação, pelo que se acredita estar faltando para si, faz com que captem em outras pessoas partes de seu ideal de vida. Não se conformam em não conseguir, já que tantos conseguem, em não alcançar seus objetivos, quando tantos alcançam.

Há casos extremos em que manipulam quem está próximo de tal forma, que transformam a quem se mostra suscetível em marionetes humanas, movimentando-as a seu bel prazer, vivendo suas vidas, transformando-as em meios de aliviar seu desequilíbrio.

O caso é que o desequilíbrio permanecerá, por si só, por não haver como trazer de fora o que se resolve olhando para dentro. Os vampiros são como sacos sem fundo, da mesma forma como sugam a energia dos outros, desperdiçam-na, com sua visão equivocada do que realmente necessitam para viver plenamente. A força interior é que deve ser conhecida, compreendida e utilizada.

Caracterizam-se por apresentarem-se às vezes contrariados, propagando que as coisas não dão certo ou que é preciso luta inglória para que dêem. Há vezes em que se apresentam com as soluções para os problemas dos outros, incidindo na vida das pessoas, tomando por elas as decisões que não têm coragem de tomar por e para si próprios. Muito pelo motivo de que as conseqüências dessas decisões não os afetarão e sim às suas vítimas.  

Vampiros de almas produzem vampiros de almas. Pessoas atacadas por eles se sentem invariavelmente fracas, deprimidas, tristes, sem saber direito o motivo. O caminho natural é pedir ajuda, envolver outras pessoas em seus problemas, repassando o que é ruim, fazendo com que se divida o que é bom.

E assim segue a corrente.

Colibris. As pequeninas e simpáticas aves vão de flor em flor, buscando seu alimento, seu sustento, o que lhes falta, porém sem maltratar a flor, sem lhe tirar a cor, a vida. Atuando como polinizadores, ajudam na proliferação das plantas, trazendo ainda mais flores, mais cores, mais vida.

 Falemos dos colibris de almas. Sim, isso mesmo, colibris de almas. São iguais aos vampiros na forma, porém totalmente diferentes no efeito.

Os colibris de almas também usam da energia as pessoas, porém de forma positiva, deixando algo de bom. Trocando, e não sugando apenas. São retransmissores, polinizadores de boas vibrações, transportadores do bem.

Não é difícil identificar um colibri de almas. Estão sempre de bem com a vida, sorriso franco e dispostos a ajudar. Não que não tenham problemas, porém o que os diferencia é a forma com a qual lidam com eles. Sempre de forma direta e objetiva, buscando a solução, sem protelações.

Os colibris podem e são atacados pelos vampiros, porém têm tanta força, que não se deixam levar, têm tanta luz que acabam por afastar os usurpadores de energia.

Tudo leva a crer que estamos divididos entre vampiros e colibris, cabendo a cada um de nós identificar com qual dos dois está lidando e se preparar para as consequências.

 

Em qual grupo você se enquadra? Pense nisso.  

Truco! Rato de esgoto, reboco de igreja véia, filho de Maria mais eu!

7 de outubro de 2009

Duas coisas me intrigavam nos primeiros tempos de retirante em Sampa: por que comiam churrasco com pão e o jogo de truco.

Quanto ao churrasco com pão, até que me adaptei. Não com facilidade, porém me adaptei.

Agora, o truco deu trabalho. Não conseguia entender aquele monte de gente gritando, xingando uns aos outros e socando a mesa. E o melhor, divertindo-se! E muito!

Coloquei na cabeça que não descansaria enquanto não aprendesse o jogo. Aporrinhei  vizinhos e amigos para que me ensinassem, andava com baralho no bolso para cima e para baixo até que algo aconteceu. Algo que mudaria minha relação com o jogo de truco definitivamente.

A quadra do Vavá!

Sim, paciente e dileto(a) leitor(a), a quadra do Vavá! Espaço na aprazível Vila Guilherme, zona norte de Sampa, reservado à prática de futsal, consumo de cerveja, torresmo e ovo colorido.

Quadra de primeira qualidade, com infra-estrutura superior à média da região. 

Há alguns anos, alguns amigos amantes de futsal e truco, resolveram montar uma mesa enquanto esperavam a hora de jogar bola, defendendo as cores do 100 Juízo ou do Excelsior, verdadeiros esquadrões do futsal regional.

A esses amigos juntaram-se outros, que nem bola jogavam mais, como esse que vos escreve.

O truco era de trio, melhor de três quedas. A cada partida desciam três brejas, a serem pagas pelo trio perdedor. Quem ficava de fora, fazia a vez de “sapo”, secando quem jogava e bebendo também, porque ninguém é de ferro.

Bom, já dá para imaginar em que estado ficavam os atletas após o quarto ou quinto jogo. Todo mundo bem balão, fazendo o jogo ainda mais divertido, já que ficava todo mundo ousado.  

Ali não se pensava na roubalheira em Brasília, na violência urbana, na bolha assassina e muito menos em quem teria entortado o pepino. Era diversão pura, catarse total. Ia para casa flutuando. Em paz e aliviado.  

Na quadra do Vavá joguei o melhor truco da minha vida. Maurão, Ivan, Paulão, Pirula, Nenê, Kiko, Giba, Totinha, Marcio Pinga, Lalo, Marquinhos, Mario, Mosca.

Seleção de ouro.

Um salve a todos!

 

 

 

 

 

 

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