Blog do Velho Lobo

Relatos de um velho lobo a respeito de tudo e a respeito do nada.

Coisas que irritam um velho rabugento II

12 de março de 2009

Toalha molhada

            É horroroso sair do banho e notar que sua toalha está encharcada. Meu filho faz isso direto. Toma banho em meu banheiro, usa minha toalha e a deixa para que o besta do pai tenha que sair resmungando procurando toalha seca.

Encontrar o rolo de papel higiênico vazio

            Encontrei-me várias vezes nessa situação. Tanto que agora, antes de começar a atividade, me certifico se há papel em quantidade razoável.

            E o bacana é que tem gente que deixa um pedacinho grudado ao tubo, só para dizer que não trocou porquê ainda havia papel. Francamente.

            Há uma estória de um grande amigo meu que, ao utilizar o banheiro de um posto de gasolina em caráter de extrema urgência, deparou-se com a falta de papel. Não havendo alternativa, utilizou um macacão de frentista que lá estava pendurado. O dono do mesmo deve ter adorado a surpresa.

Garrafa d’água com um tiquinho da mesma na geladeira

            Que satisfação suprema, quando acordamos de madrugada, depois daquele churrasco alagado em cerveja, em encontrar aquele pote de água gelada, que chega até a doer o esôfago, enquanto tomamos em goladas, babando de prazer.

            Pois é. Daí vem o (a) espertinho (a), para não ter o trabalho de encher a garrafa, deixa só um fiozinho no fundo, como quem diz: não acabou ainda, não tem porque encher. É uma frustração sem tamanho ver aquela garrafa quase vazia. A gente toma aquele golinho e volta a dormir. Fazer o que. Com certeza quem faz isso pertence à mesma laia dos que deixam o pedacinho de papel no rolo, de alguns parágrafos acima.

Calçado jogado no quarto

            Caraca. De repente dá a sede do item acima. Voce levanta ainda grogue, tateando no escuro. Quando de súbito algo se interpõe entre seu pé e o solo, a torção é inevitável. Há um calçado largado no chão por algum (a) inconseqüente. É dor em conjunto com raiva e vontade de jogar a porcaria do calçado pela janela. Isso se voce não cair, encontrando alguma quina doida prá gerar um hematoma.

 Vestiário de academia

            Deus me livre e guarde! A gente aguenta porque não tem outro jeito. Todo velho rabugento que se preze deve se preocupar em cuidar da carcaça e da mente doentia. A academia de ginástica (ou apenas academia, para os íntimos), é um bom lugar para isso.

            O ambiente é bacana, com pessoas preocupadas com a saúde e a forma física. Energia positiva por todos os lados.

            A coisa muda quando chegamos ao vestiário.

            É um cenário assustador: homens nus e disformes se acotovelando, um calor infernal, sem contar o cheiro de jaula (quem é do interior e tem por volta dos quarenta, deve se lembrar quando vinha o circo dos irmãos Roskof e seus leões magros e famintos. O dono do circo pagava pelos gatos que a gente levava, a fim de fazer parte da dieta dos gatos maiores. Ficávamos bem próximos à jaula. O cheiro é indescritível). A coisa piora quando dá na telha de algum animal de têta completamente desprovido de noção, usar o vaso sanitário para depositar a rabada com angu da janta. Aí realmente a casa cai. Tô pelado, tentando me vestir sem esbarrar em ninguém, com dificuldade para respirar por causa do animal se decompondo no vaso sanitário e suando em bicas, mesmo depois de tomar banho. Ninguém realmente merece!!!

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