Mamãe eu quero mamar!
11 de maio de 2007
Só falta isso, se é que falta, para muito marmanjo pedir às suas esposas, namoradas e congêneres. Nas minhas andanças pelo mundo dos relacionamentos humanos, tenho notado grande quantidade, senão a totalidade, de homens que casam com suas mães. Calma que vou explicar.
Os caras saem da barra da saia da mãe e exigem das companheiras exatamente o mesmo tratamento que a santa senhora dispensava. E tem mulher que, com o instinto materno exaltado, aceita e acha normal!
O cara quer só o caldinho do feijão, as cuecas passadas e dispostas por cores, é ela quem marca as consultas médicas e os exames dele, o folgado só chega perto da pia da cozinha se tiver esquecido a lata de cerveja lá, a toalha molhada continua em cima da cama, a tampa do vaso continuará no mesmo lugar e “por quê será que ela reclama tanto ao recolher tudo que deixo jogado por aí ?”. Sem falar nos comentários inoportunos sobre a total superioridade da culinária materna.
O que esses manés e as Amélias de plantão precisam entender é que as mulheres não são mais “do lar” há pelo menos três décadas. É lógico que a atenção e o carinho devem existir, fazer uma comidinha diferente e do gosto do cônjuge tempera a relação e preparar a banheira com todas as intenções para ele(a) tomar um banho relaxante é sempre de bom grado. O que deve ficar muito claro é que a obrigação é de ambos, os afazeres domésticos são de responsabilidade dos dois, lavar a louça do almoço e trocar uma lâmpada não são atividades distintas por gênero e sim pendências que devem ser resolvidas por quem primeiro as detectar.
Para os caros leitores que se enquadram nessa situação, muito cuidado com a possibilidade de sua companheira achar alguém que queira ser para ela o homem e não o filho.

