Conta uma estória?
22 de abril de 2007
Assim minha filha, o pequeno ser de cinco anos que ajuda a dar sentido à minha vida, anuncia que está com sono. Deito ao seu lado e começo a falar sobre princesas, lobos, florestas, castelos e afins. É um dos momentos mais gostosos do dia, onde a gente realmente conversa, troca impressões, quando ela realmente presta atenção ao que falo, questiona, se interessa. A ela se junta meu filho, o homem da casa, que há dez anos tenta me ensinar o que é certo.
Passamos juntos o tempo que nos é dado pela vida que levamos, porém esses minutos que antecedem o repouso dos anjos são os mais prazerosos, pois a interação ocorre sem interrupções, sem distrações. Somos só nós.
Costumo dizer que os filhos ligam “chavinhas” dentro da gente, nos obrigando no bom sentido a rever conceitos e procedimentos. Hum, está parecendo papo de analista de sistemas? Ok, perdão, vinte anos de ofício certamente nos inputam alguns vícios. Pois bem, retomando: filhos nos são enviados pela força superior que rege a tudo e a todos, entre outras coisas, para corrigir nossos desvios, para que a gente perceba nossas falhas. Cabe a nós, agraciados pela ajuda, acertar o que está errado.
Eles ainda não têm noção disso, mas quando me junto a eles para contar-lhes estórias, mais ouço, mais aprendo, mais vivo.

